Segue causando grande constrangimento
e preocupação contínua o comportamento deplorável do presidente Jair Bolsonaro.
Em sua passagem pelos EUA e especialmente em sua conversa com Donald Trump, ficou
bem longe da postura exigida para um Chefe de Estado. No dia 18 de março Jair
Bolsonaro (PSL) prometeu apoio total ao presidente americano em novas ações
contra o presidente venezuelano Nicolas Maduro. Exemplos claros são o fim da
exigência do visto para turistas americanos, quebra do princípio da
reciprocidade, e principalmente a concessão da base de Alcântara no Maranhão ao
governo do tio Sam também sem nenhuma contrapartida. Esse comportamento de
subserviência e idolatria é algo incompreensível, não se obteve nada além de
promessas vagas, voltou de mãos abanando e perdeu o protagonismo existente na
América do Sul ao tomar partido e envolver-se indevidamente nas questões
internas do seu vizinho sul americano. O Brasil perdeu a posição de mediador, e
a imparcialidade que advém dessa condição. Nesse e em futuras questões que
possam vir a ocorrer, perdeu-se a possibilidade de ser o condutor de negociações
neutras, e perde-se também a confiança na diplomacia brasileira. Posteriormente
em sua visita ao Chile, Bolsonaro seguiu sua verborragia desenfreada, enfrentando
muitas manifestações contrárias a sua presença em território chileno. No Palácio
de La Moneda, sede do governo chileno, em almoço para mais de 120 convidados
gerou mais constrangimento. Declarou que ter admiração pelo ditador chileno
General Augusto Pinochet (1973-1990) e também pelo ditador paraguaio Alfredo Stroessner
(1954-1989), esse último chamado de estadista e um homem de visão. No dia
seguinte a sua partida do Chile o presidente Sebastian Pinera, procurando
afastar-se de Bolsonaro e seu comportamento errático, afirmou categoricamente “As
frases de Bolsonaro sobre a ditadura são infelizes”. No plano doméstico Rodrigo
Maia voltou a se manifestar, dizendo que o presidente precisa envolver-se
pessoalmente na articulação da reforma da previdência, e procurar individualmente
as lideranças partidárias de sua base de apoio. Maia afirmou também estar
bastante incomodado com as críticas recebidas nas mídias sociais, de que ele
representa a “velha política”. E para finalizar chamou bastante atenção o mais
duro ataque de um jornal ao Governo Bolsonaro feito pelo Estadão, um jornal essencialmente
conservador e liberal, e por seu conteúdo possui abrangência internacional. E apesar
da convergência de seus princípios com a agenda do Presidente, sobre
privatizações e redução do tamanho do Estado, fez um editorial duríssimo intitulado
“ Procura-se um Presidente”. Afirmando categoricamente que Jair Bolsonaro não
tem preparo para o exercício do cargo. Ganha bastante importância nesse
colnexto, o jantar organizado pelo vice-presidente Hamilton Mourão para 500
lideranças empresariais, nessa terça feira (26), com o objetivo de botar panos
quentes e reduzir os estragos. O Jornal inclusive noticiou que o Presidente
está estimulando os militares a comemorar o golpe militar de 31 de março de
1964. Algo que certamente trará satisfação para os mais radicais eleitores de
Bolsonaro, mas certamente vai criar um desnecessário e inoportuno embaraço, num
momento em que necessita o País de união para aprovar as duras reformas. O Desdém
na construção e principalmente na condução da base de apoio do bloco governista,
e essa deliberada desorganização política, somada a incapacidade de realizar as
tarefas institucionais que lhe cabem vão cobrar seu preço inevitavelmente.
Aliás como já dissemos aqui mesmo no PANORAMA COLETIVO, as quedas vertiginosas
em sua popularidade, irão degradar rapidamente o apoio que veio das ruas, e em
um curtíssimo espaço de tempo o governo vai se encontrar sem saída e principalmente
sem seus pares, ficando Jair Bolsonaro encastelado com seus filhos, mais parecendo
um Rei sem poder nem súditos.
terça-feira, 26 de março de 2019
domingo, 10 de março de 2019
O Circo dos Horrores
Já faz algum tempo que estamos
observando o total descompasso do Governo Federal. E agora começa a se
construir aos olhos do cidadão comum, a percepção de que a equipe ministerial
não tem a mínima noção da responsabilidade que lhes foi conferida. Esta
convicção se sedimenta em cima dos fatos que são gerados semana após semana,
pelos ministros e demais interlocutores de Jair Bolsonaro no governo.
A ministra Damares Alves é um
primeiro exemplo, deste claro despreparo. A começar por achar relevante
discutir rosa para meninas e azul para meninos como o principal critério para
as políticas de gênero. É também defensora do ensino à distância para crianças
nas séries iniciais, propondo ainda substituir o professor pelo Pai, Mãe ou
tutor legal no processo de aprendizagem e socialização realizado nas escolas de
forma presencial. Todas as primeiras experiências de aprendizagem e as amizades
que são construídas pelas crianças ainda muito pequenas e fundamentais para sua
formação em todos os níveis, simplesmente deixariam de constituir importante
legado na formação de seu caráter e personalidade. Desconsidera também a
ministra, que hoje no sustento das famílias Pai e Mãe necessitam trabalhar,
para poder aumentar a renda familiar, portanto não podem se dar luxo de abrir
mão do emprego para ficar em tempo integral substituindo o professor e a escola
na tarefa de educar seus filhos. E não bastasse tamanha insanidade, a ministra
Damares continua a seguir uma lógica de raciocínio difícil de compreender. Em
seu discurso na Comissão de Direitos Humanos na ONU em Genebra, no último dia
25, garantiu compromisso com “ os mais altos padrões dos direitos humanos”.
Garantindo inclusive lutar pelos direitos das mulheres, sobre o assassinato
brutal da vereadora Mariele Franco (PSOL) nenhuma palavra, um silêncio
absoluto. A ministra parece ter memória seletiva, pois prefere falar da
Venezuela e seu Governo, o que aliás não deveria ser uma preocupação, e sim
preocupar-se em elaborar que efetivamente garantam os direitos humanos para
todos em nosso País, além de um duro enfrentamento para o combate do feminicidio produzido pelo machismo que está
impregnado no nosso dia a dia.
Outro lamentável episódio é o
vexame protagonizado por Ricardo Velez Rodrigues, atual ministro da educação, ao
enviar carta para as escolas solicitando que os alunos fossem filmados cantando
o hino nacional e ao final repetissem o slogan de campanha de Jair Bolsonaro.
Tais solicitações são descabidas e ferem a autonomia das escolas, que lhes é
garantida pelo artigo 37 da constituição federal. Tal conduta gerou uma
reprimenda pública de Jair Bolsonaro ao ministro. Ricardo Velez Rodrigues veio
a público, visivelmente constrangido, e pediu desculpas, retirando a proposição
que havia feito da pauta do MEC. É o mesmo ministro que a alguns dias atrás em
entrevista para a Revista Veja afirmou que “ o brasileiro é um canibal e rouba
coisas quando viaja”. Esta declaração fez com que a Ministra do STF Rosa Weber
interpelasse Ricardo Velez Rodrigues a dar explicações, pois poderia o mesmo
ter que responder por crimes de calúnia e difamação. Este é o perfil do
colombiano, naturalizado brasileiro, que atualmente comanda o ministério da
educação.
E para finalizar este lamentável conjunto de eventos
desastrosos e deploráveis, temos o episódio da morte do neto de 7 anos, do ex
presidente Lula, e as manifestações hediondas Brasil a fora, capitaneadas pelo
deputado federal Eduardo Bolsonaro, que condena a liberação da justiça para que
Lula pudesse acompanhar o funeral de seu neto. É impensável admitir tal
comportamento. É repulsivo e abjeto tal comportamento, em alguém que possui a
responsabilidade de representação parlamentar, era de se esperar um mínimo de
decência e dignidade. Virtudes que claramente Eduardo Bolsonaro não tem, aliás
está apenas seguindo o comportamento de seus irmãos, nada surpreendente, só que
nesse caso descendo ao nível mais baixo do comportamento humano. A conclusão é
evidente: O Governo Bolsonaro perdeu muito da credibilidade nele depositada, em
curtíssimo espaço de tempo, haja visto que até o presente momento não deu
nenhum sinal de que pode ser capaz de retomar o caminho do progresso, algo
prometido repetidas vezes durante a campanha eleitoral. Desejamos urgentemente
ver o fim desse verdadeiro Circo de Horrores que nos tem sido apresentado,
contra nossa própria vontade, o mais breve possível. É Hora de descer do
palanque e começar a trabalhar.
Palácio do Planalto recebe luz alta do Congresso Nacional
O Plenário da Câmara dos deputados aprovou por maioria
simples na última terça feira (19), a suspensão dos efeitos do decreto do
vice-presidente General Hamilton Mourão assinado dia 24 de janeiro último. O
Decreto confere poder a assessores, para que pudessem também classificar dados
do governo como secretos e ultra-secretos. Prerrogativa atualmente conferida
atualmente ao Presidente da República e seu Vice, Ministros de Estado,
Comandantes das Forças Armadas, Chefes de missões diplomáticas ou cônsules
permanentes no exterior. O Resultado é emblemático pois é a primeira derrota do
Governo Jair Bolsonaro em curtíssimo espaço de tempo desde sua posse. A
Rejeição ao decreto lei n 12.527/2011 ou Lei de acesso a informação, demonstra
que o congresso nacional reprovou a demissão do secretário geral da presidência
da república Gustavo Bebiano, ocorrida dia 18 de fevereiro. A Divulgação dos áudios, demonstrando haver
tido comunicação entre o Presidente e o então Secretário Geral da Presidência,
via whattsap, causou grande desconforto e manteve alta a temperatura em
Brasília. O Presidente Jair Bolsonaro (PSL- RJ) foi inclusive visto com o chefe
da casa civil, para que o mesmo voltasse a contatar Bebiano para que então
cessassem mais declarações e divulgações de novos fatos a respeito desse
episódio. A Conclusão é óbvia: O Palácio do Planalto recebeu luz alta do
Congresso Nacional. Um aviso para modificar seu comportamento beligerante.
As portas do projeto da reforma da previdência entrar em
discussão, esta rejeição precisa ser compreendida como uma advertência para uma
mudança de postura. A Divergência foi manifestada de forma muito evidente, pois
o governo conta com 301 deputados em sua base de apoio, tem maioria sólida e 52
destes do PSL e mesmo assim o decreto lei foi rejeitado. Inclusive para aprovar
a reforma da previdência, o Governo terá que desembolsar muito dinheiro. O
Jornalista Bernardo Mello Franco em seu blog, divulgou que as negociações para
votar passam pelas liberações das emendas parlamentares a que tem direito cada
um dos parlamentares eleitos. Os valores segundo o Jornalista, seriam de 10
milhões de reais para os deputados reeleitos, e de 7,5 milhões de reais aos
deputados debutantes ou novatos. O Cálculo em uma estimativa inicial, é de que
o valor total envolvido seria da ordem de mais de 500 milhões de reais
destinados as emendas parlamentares. Emendas parlamentares por definição são
valores liberados pelo Governo Federal, e que cada deputado federal tem por
direito, para que o mesmo possa utilizar essa verba em seu estado.E priorizando
onde esse dinheiro é mais necessário. Onde, quanto e quando serão utilizados
esses recursos são definições dadas pelo próprio deputado federal e seu
gabinete. E dependem exclusivamente do Palácio do Planalto para a liberação das
emendas.
Cabe aqui ressaltarmos que desde a sua posse, o Governo
Federal tem demonstrado claras dificuldades de interlocução; seja na
apresentação do projeto para o País, seja na comunicação e trato pessoal com a
imprensa, mas principalmente nas negociações com o Congresso Nacional. Será
necessário ao Presidente Jair Bolsonaro e sua equipe compreender melhor a
dinâmica das casas legislativas; seja na Câmara ou no Senado. O Governo terá
que calçar as sandálias da humildade e negociar com as principais lideranças
visando conseguir uma dinâmica capaz de viabilizar a tramitação e aprovação dos
projetos considerados essenciais para o Palácio do Planalto. A Reforma da
Previdência vem por aí sendo necessário paciência, debates, diálogo permanente
e como podemos perceber também sem dúvida alguma, dinheiro muito dinheiro mesmo
envolvido nessas negociações.
Alexandre Mattos
Cientista Social
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Comportamento Tóxico
O Ano de 2019 iniciou, afinal já estamos na segunda quinzena de fevereiro, e continuamos a assistir discussões recorrentes ao período eleitoral de 2018. Está mais que na hora de se superar este comportamento tóxico, descer do palanque eleitoral, arregaçar as mangas e começar a trabalhar. O Governo Federal precisa responder aos anseios e esperanças nele depositadas por mais de 58 milhões de brasileiros, os principais responsáveis pela eleição de Jair Bolsonaro para comandar o Brasil pelos próximos quatro anos.. Existe urgência na superação da postura que tem sido adotada até o momento: de antagonismo permanente aos partidos de oposição e suas ideologias. Os ataques o tempo todo, o clima de guerra nas redes sociais, sempre destilando ódio constante, acaba por manter as feridas abertas. E atrasando assim os processos de recuperação, reestruturação e desenvolvimento tão necessários ao nosso País. A sensação que nos passa, é de estarmos todos presos num Vórtex. E dentro desse turbilhão, ainda muito distantes de vislumbrar qualquer perspectiva positiva de crescimento a curto e médio prazo.
O Governo precisa sair do imobilismo, desenvolver uma postura proativa, apresentar as suas diretrizes e principalmente seu Plano Nacional de Desenvolvimento (P.N.D). E o mais importante de tudo: quais medidas vão adotar para reaquecer a economia, gerar novos postos de trabalho, e melhorar o desempenho da máquina administrativa. Nesse momento só nos resta aguardar o desenrolar dos próximos capítulos e ver que caminhos seguirão o Presidente Jair Bolsonaro e toda a sua equipe. E as respostas que serão fornecidas as já tão conhecidas dificuldades e necessidades da população brasileira, que apesar de tudo, segue mantendo viva a esperança num Brasil melhor.
Alexandre Gay de Mattos
Cientista Social
O Governo precisa sair do imobilismo, desenvolver uma postura proativa, apresentar as suas diretrizes e principalmente seu Plano Nacional de Desenvolvimento (P.N.D). E o mais importante de tudo: quais medidas vão adotar para reaquecer a economia, gerar novos postos de trabalho, e melhorar o desempenho da máquina administrativa. Nesse momento só nos resta aguardar o desenrolar dos próximos capítulos e ver que caminhos seguirão o Presidente Jair Bolsonaro e toda a sua equipe. E as respostas que serão fornecidas as já tão conhecidas dificuldades e necessidades da população brasileira, que apesar de tudo, segue mantendo viva a esperança num Brasil melhor.
Alexandre Gay de Mattos
Cientista Social
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Aceite o Desafio
Numa conjuntura que tem se mostrado cada vez mais adversa, com discursos de ódio ganhando uma relevância preocupante e crescente, especialmente desde o afastamento da Presidenta Dilma Rouseff. E considerando inclusive, que a reforma trabalhista aprovada no congresso, destruiu importante legado de conquistas da classe trabalhadora, se fazendo necessário uma reação rápida e forte na direção oposta ao que vivenciamos hoje no Brasil e no Mundo. A retirada dos direitos trabalhistas tão duramente conquistados, em um passado não muito distante, serve de alerta para nos lembrar que os interesses do capital são e sempre serão contrários ao interesses dos trabalhadores. Esses conflitos já de longa data abordados por autores consagrados como Antonio Gramsci, Norberto Bobbio, Max Weber, e principalmente por Karl Marx. Entre as principais controvérsias destacamos: Capital versus Trabalho, Patrão versus Trabalhador, Flexibilização e Terceirização Irrestrita versus Direitos Trabalhistas. A partir eleição de Lula, esse antagonismo começa a se desenvolver em proporções cada vez maiores, notava-se claramente o desconforto dos setores reacionários e conservadores da sociedade brasileira. E com as políticas sociais desenvolvidas naquele momento, o cenário político começava a convulsionar. Num contexto mais amplo, mundialmente falando, percebemos já a algum tempo, principalmente de 2013 em diante, um refluxo à direita e ao conservadorismo. Nas redes sociais, o novo campo de batalha, surgiram uma série de movimentos extremamente conservadores e despolitizantes. Destacamos alguns: Movimento Brasil Livre, Endireita Brasil, Vem pra Rua Brasil , com perfis no Facebook. Dedicam seu tempo de forma integral a espalhar rancor, mentiras e ódio. São campões de Fake News e seus integrantes são pagos para provocar políticos adversários a ter reações destemperadas. Políticos de extrema direita tem se associado a esses movimentos sem nenhum constrangimento. Essa parceria traz à tona uma outra grave questão. Devido a essa onda de ultra conservadorismo devido ao caos vigente hoje no País, estará a sociedade brasileira consciente dos mecanismos de manipulação e coerção a que é submetida?
Em nossa avaliação inicial, percebemos que na atual conjuntura, a maioria das pessoas prefere se vitimizar e aceitar uma lógica rasa de transferência de responsabilidades. Expressões como " a culpa é do PT", "O Brasil é um caso perdido","todo político é ladrão" servem para exemplificar o descomprometimento do cidadão em assumir sua parcela de culpa na situação. Desde já afirmamos que refutaremos tais premissas, está lógica é perversa e inaceitável em pleno terceiro milênio. Aceitar o desafio de fazer esse enfrentamento é responsabilidade de todos aquele que tem família, amigos colegas, que acreditam em valores humanitários e respeitam a diversidade que hoje existe em nossa sociedade. Essa vitimização acima citada, descompromete o cidadão de se envolver na solução dos problemas e acaba por manter os principais responsáveis do caos imunes, as elites econômicas e políticas. As oligarquias regionais seguem assim, comandando o destino do País impunemente. Reagir aos preconceitos, conservadorismo, ao entreguismo, são os desafios que se apresentam e necessita, de resposta imediata. É uma jornada longa e espinhosa. A luta por uma sociedade que respeite a todos indistintamente e garanta seus direitos, é o combustível que deve nos manter na direção certa na busca por Justiça Social. As lutas sociais por igualdade de gênero, cidadania plena para todos e acessibilidade é compromisso de todos. Exercite Empatia, Respeito ao Próximo, Fraternidade, Solidariedade. Faça essa reflexão , pense a respeito. E responda a si mesmo: Vai Aceitar o desafio?
Alexandre Gay de Mattos
Cientista Social
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Terceiro Milênio
O Terceiro milênio surgiu propondo a defesa de pautas humanitárias e nos dando esperanças do surgimento de uma sociedade sociedade mais comprometida com seu semelhante. Como humanistas defendemos e defenderemos de forma incansável , que os aspectos sociais estejam sempre em primeiro lugar. A humanidade não pode ficar refém , de grupos econômicos e seus interesses voltados sempre a um grupo cada vez menor de "privilegiados". Esse enriquecimento absurdo é uma afronta a maioria das pessoas mundo afora, que sobrevive com as migalhas que lhe são dadas. Além disso somos frontalmente contra toda e qualquer espécie de preconceitos: racismo, misoginia, homofobia, xenofobia serão combatidos por nós com veemência. Em pleno terceiro milênio não se admite mais que a disseminação de ódio, mentiras , manipulações capazes de gerar conflitos e grandes divisões em nossa sociedade, sejam os valores que nos guiem a partir de agora. E de modo algum tais práticas e comportamentos serão tolerados, pois eles representam um terrível retrocesso como Nação e Sociedade, servindo apenas com já dissemos antes a uma elite oportunista, vigarista e retrógrada. No atual cenário precisamos mais do que nunca permanecermos unidos, disputando inclusive os espaços eleitorais daqui em diante. E enfrentando esse terrorismo e violência, hoje adotados como modus operandi, fazendo com que tenham vida curta entre nós. Solidariedade, empatia, respeito ao semelhante, unidade, e forte determinação na busca de um plano nacional de desenvolvimento justo e equilibrado são as chaves para nosso crescimento. E mais importante ainda , para nós reconectarmos como HUMANIDADE, e a partir desse ponto evoluirmos na direção de uma sociedade mais justa, equilibrada, que respeite a todos indistintamente.
Alexandre Gay de Mattos
Cientista Social
domingo, 6 de agosto de 2017
Desafios para uma nova consciência ambiental
As questões ambientais e de sustentabilidade tem mostrado infinitas possibilidades. É necessário ressaltar que as políticas para esse importante segmento social tem sido sistematicamente negligenciadas pelos atuais mandatários do poder executivo: seja ele o prefeito, o governador ou até mesmo o presidente da república. Essa triste realidade nos remete a uma questão ainda mais preocupante: a disseminação do pensamento na população que existem necessidades mais imediatas. Esse pensamento cancerígeno, é sem sombra de dúvida o maior desafio, que se apresenta a nós que de um modo ou outro temos a clara percepção do impacto que a natureza tem sofrido, pois a matriz econômica simplesmente não leva em conta a defesa do meio ambiente. Desenvolver um antídoto mostrando a todos- inicialmente as pessoas mais próximas a nós - a importância capital que estas questões tem em nosso cotidiano. Todas as atividades advém da Natureza! Agricultura, pecuária, pesca, exploração petrolífera, pré sal, extração de pedras preciosas e minérios. A lista continuaria longa, mas esses exemplos já nos bastam para mostrar que proteger a Natureza é proteger e garantir a nossa própria existência. Proteger as florestas, combater a caça predatória, regular a emissão dos gases poluentes que intensificam o efeito estufa e destroem a camada de ozônio; deveriam tais medidas estar na ordem do dia de qualquer gestor público. E devem ser compromisso de qualquer pessoa, ter a clara noção que as questões ambientais nada mais são que uma questão de EDUCAÇÃO, sendo portanto fundamentais dentro do ideário humanista. Estaremos incessantemente focados em mostrar Rio Grande afora a importâncias dessas pautas e contamos com todos desde já, não poupando esforços, e trabalhando em conjunto com todos aqueles que tiverem o entendimento que não podemos mais adiar a discussão sobre essas demandas. E assim conseguirmos desenvolver uma nova consciência ambiental que atinja a todos da criança até o idoso. É esse nosso grande desafio no momento, convidando a todos a seguirem nessa desafiadora jornada.
Alexandre Gay de Mattos
Cientista Social
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